Olhando para a história da nossa espécie não há dúvidas de que não teríamos chegado até aqui se não tivéssemos uma capacidade ampla e generalista de movimentação corporal para sobreviver em ambientes desafiadores. Se somos, portanto, atletas naturais, como olhar para nosso passado evolutivo pode ajudar na prescrição de treinamento físico nos dias atuais? Para ajudar a responder essa e muitas outras perguntas, convidamos o pesquisador Dr. Daniel Alexandre Boullosa Álvarez.
 
Nesse episódio debatemos sobre a importância do entendimento da evolução humana para profissionais do movimento, como o conhecimento de povos caçadores coletores podem ajudar no entendimento de uma prática mais natural de atividade física, como o conhecimento evolutivo pode ajudar no controle de cargas de treinamento e muito mais.
 
Daniel possui Doutorado em Ciências da Atividade Física e do Esporte pela Universidade da Corunha (Espanha, 2009). Completou estágio de Pós-doutorado na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (2019). Possui experiência como treinador e educador com populações de todas as idades e níveis, e mais especificamente com atletas de corrida de resistência. Foi Professor, Pesquisador e Coordenador do PPGEF (2014-2018) na Universidade Católica de Brasília (2011-2018), e Professor Visitante (2019-2020) na Universidade do Esporte de Colônia (Alemanha). Atuou como Coordenador Nacional no GTT Treinamento Esportivo do CBCE (2017-2019). Atualmente é Professor Visitante na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, e Professor Colaborador na James Cook University (Austrália). Editor Associado da International Journal of Sports Physiology and Performance, PLoS ONE, International Journal of Environmental Research and Public Health, e Human Movement. Os seus principais interesses de pesquisa incluem a potenciação pós-ativação, as respostas neuromusculares, cardiovasculares e psicológicas ao treinamento modificado de sprints, e os aspetos evolutivos que influenciam no desenho e efetividade de programas de treinamento físico.

Referências do Episódio

Google Acadêmico – Daniel Boullosa
https://scholar.google.com.br/citations?user=chXRKjMAAAAJ&hl=pt-BR&oi=sra

 

Boullosa, D. A., & Nakamura, F. Y. (2013). The evolutionary significance of fatigue. Frontiers in Physiology, 4(3), 125–129. https://doi.org/10.3389/fphys.2013.00309

 

Boullosa, D. A., Abreu, L., Varela-Sanz, A., & Mujika, I. (2013). Do Olympic athletes train as in the paleolithic era? Sports Medicine, 43(10), 909–917. https://doi.org/10.1007/s40279-013-0086-1

 

Foster, D. B. & C. (2018). “Evolutionary” based periodization in a recreational runner. Sport Performance & Science Reports, 1(November), 36. https://sportperfsci.com/evolutionary-based-periodization-in-a-recreational-runner/

 

Boullosa, D., Casado, A., Claudino, J. G., Jiménez-Reyes, P., Ravé, G., Castaño-Zambudio, A., Lima-Alves, A., de Oliveira, S. A., Dupont, G., Granacher, U., & Zouhal, H. (2020). Do you Play or Do you Train? Insights From Individual Sports for Training Load and Injury Risk Management in Team Sports Based on Individualization. Frontiers in Physiology, 11(August), 1–6. https://doi.org/10.3389/fphys.2020.00995

 

Foster, C., Cortis, C., Fusco, A., Bok, D., Boullosa, D. A., Capranica, L., Koning, J. J. D., Haugen, T., Olivera-Silva, I., Periara, J., Porcari, J. P., Pyne, D. B., & Sandbakk, O. (2017). The future of health/fitness/sports performance. Fronteiras, 6(3), 187–211. https://doi.org/10.21664/2238-8869.2017v6i3.p187-211

"Amplitude de treinamento prevê amplitude de transferência."

- David Epstein -